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Como a COVID-19 Atinge o Cérebro

07/08/2020

 

 

A morte do apresentador de TV Rodrigo Rodrigues, de 45 anos, em decorrência da Covid-19 mostra diversos fatores sobre o avanço do coronavírus no organismo e principalmente, a forma como a doença afeta o sistema neurológico. 

 

Além das complicações no sistema respiratório, existem relatos em todo o mundo sobre o comprometimento do cérebro. Na Itália, por exemplo, uma parcela de pacientes apresentaram episódios de delírio antes da febre ou problemas respiratórios. Outro relato médico mostra diversos pacientes sem sintomas comuns da COVID-19 e que apresentavam alterações neurológicas leves. 

 

Ainda estamos vivendo a pandemia em níveis diferentes em todo o mundo. Entretanto, muitos médicos, cientistas e entidades estão realizando estudos para identificar como o coronavírus pode comprometer estruturas neurológias em busca de tratamentos para reverter, e até mesmo, a cura das alterações.  

 

Muitos estudos publicados já revelaram sintomas, condições e o desdobramento da doença no sistema neurológico. Veja:

 

Como a COVID-19 Atinge o Cérebro 

 

Um grupo de cientistas norte-americanos publicou no Journal of Alzheimer’s Disease um abrangente estudo sobre o desdobramento da COVID-19 no sistema nervoso. Os pesquisadores conseguiram definir três fases que causam danos cerebrais. 

As etapas denominadas NeuroCovid são:

 

  1. Os danos do vírus se limitam às células epiteliais do nariz e da boca, causando a perda transitória de olfato e paladar. O olfato é regulado pelo sistema nervoso central e o estudo indica que o vírus é capaz de usar a cavidade olfativa para invadir o sistema nervoso, confundindo e alterando o processamento sensorial que pode até durar semanas após o desaparecimento dos sintomas típicos. 

  2. O coronavírus desencadeia uma resposta inflamatória exagerada chamada de tempestade de citocina que começa nos pulmões, percorrendo os vasos sanguíneos e, por consequência, atinge todos os órgãos. Essa grave inflamação causa a formação de coágulos sanguíneos que causam pequenos ou grandes derrames no cérebro. 

  3. Na terceira fase, a tempestade de citocina é ainda mais agressiva e danifica a barreira hematoencefálica, a camada protetora da massa cinzenta. O sangue, marcadores inflamatórios e partículas dos vírus invadem o cérebro, desenvolvendo episódios de convulsões, confusão mental, coma e até encefalopatia. 

 

Os estudos da Fundação Henry Ford, nos Estados Unidos, ainda não identificaram se a encefalopatia é mais grave com a covid-19 do que com outros vírus. Contudo, muitos casos já foram registrados nos Estados Unidos e em outros países que ainda estão sofrendo com o grande número de infectados. 

 

Trombose Venosa Cerebral e Covid-19 

 

Rodrigo Rodrigues foi diagnosticado com trombose venosa cerebral, 15 dias após o diagnóstico da Covid-19. A trombose venosa cerebral acontece quando um coágulo (chamado de trombo) se forma dentro de um vaso do cérebro e interrompe o fluxo de sangue de determinada região. A inflamação provocada pelo coronavírus danifica as estruturas dos vasos sanguíneos, aumentando o risco de trombose que pode atingir órgãos como pulmão e coração. 

 

Como é Feito o Tratamento 

 

Ainda não existe um tratamento específico para a Covid-19. Entretanto, os médicos realizam tratamentos tradicionais para as condições em desdobramento, em busca de retardar inflamações, formação de trombos e condições mais graves. De modo geral, os pacientes que apresentam alterações leves em todos os níveis são monitorados durante alguns meses para identificar as consequências em longo prazo. 

 

Neurologistas de todo o mundo indicam aos pacientes que se recuperaram da Covid-19 a prática de exercícios físicos, alimentação saudável, redução do estresse e melhora da qualidade do sono para combater as consequências negativas da doença e manter o cérebro jovem. 

 

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